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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

PT: um partido comprometido com o socialismo.

Este vídeo é obrigatório para todos os brasileiros e brasileiras, que a cada dia se vêem enganados pelas mentiras que este partido, extremamente comprometido com a formação de um regime totalitário - como se vê no vídeo -, tem pregado através de sua nova instrumentalização das instituições políticas, sindicais e, agora também, de comunicações.

Aqui quero expor meus sinceros cumprimentos ao Sr. Políbio Braga, demitido injustamente do jornal "O Sul", por nunca ter desistido da verdade, e a verdade é que eles são inimigos da humanidade, em relação ao Brasil.

Assistam antes que seja novamente excluído do Youtube.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Homens são de Marte, mulheres são de Vênus, mas os socialistas são da Lua!

Caro leitor, eis a pergunta que lhe faço: a pessoa humana é um ser social (coletivo) ou individual? Para o nosso personalismo, é ambas. Assim como é no coletivo, na comunidade, que a pessoa exerce sua dignidade em busca do seu bem comum, que também é seu bem próprio, vai ser no individual que ela determina fazer o que é o bem comum - através de reconhecimento e ponto-de-vista - e apresenta todos os elementos - corolários à prudência - para chegar a este bem comum, que, como já dissemos muitas vezes, é o bem de todos, estritamente no que todos temos em comum: o fato de sermos pessoas humanas.

Étienne Gilson, no livro O Espírito da Filosofia Medieval, nos recorda Aristóteles, que a partir de sua visão individualista do homem, que, em busca de sua auto-suficiência, encontra em sua família, em sua aldeia e em sua Cidade todos os elementos necessários para contemplar a sua felicidade. Não é uma visão individualista a priori, vez que para buscar a sua auto-suficiência o homem vai ter de participar de meios sociais que o assemelham aos outros, isso é em outras palavras participar da polis e da formação humana de sua família. O único problema apresentado por Aristóteles se faz, portanto, no momento em que coloca a desigualdade do caráter humano como acidental, mas como derivada da natureza, negando uma força superior que o auxilia e lhe dá talentos para que ele possa contribuir no social e na polis.

Porém, Aristóteles faz uma crítica em A Política a Platão justamente por este considerar que todos eram absolutamente iguais, entendendo que ele haveria sugerido o comunismo de propriedades privadas, de esposas e famílias, o que segundo ele iria destruir o afeto natural. Wambert Gomes Di Lorenzo relata um caso parecido ocorrido nos kibutzims judaicos, no seu livro Teoria do Estado de Solidariedade, onde o marxismo - a doutrina que traz o coletivismo e o socialismo no seu DNA - trouxe suas tendências de socializar, não apenas os meios de produção e os bens de consumo - importantes para a sociedade israelense que consome destes bens - mas o próprio espaço da família e da vida privada, tornando-os experiências totalitárias de sucesso econômico e militar, mas de fracasso humano, em relação à realização dos fins da pessoa, minimizando-a a uma pequena engrenagem de um grande relógio.

O pior de tudo é que todas as experiências socialistas vividas por Rússia, Polônia, Ucrânia, Coréia do Norte e muitos outros países, sem falar das mais de 100 milhões de mortes - quase 15 vezes mais do que a experiência nazista -, ou da afronta à liberdade religiosa e humana inerente à pessoa, não foram necessárias para estes ideólogos apaixonados. Estes coletivistas psicologicamente tarados estão à solta, seguindo à risca o seu projeto de dominação cultural escrita por Antonio Gramsci, e utilizando-se de partidos, da Igreja Católica, dos sindicatos, do Estado e de qualquer meio da sociedade civil que possam instrumentalizar, desviar suas funções e utiliza-las em prol de suas ideologias. Aliás, já estão o fazendo e o pior: eles estão no comando agora.


Fontes utilizadas:

  • GILSON, Étienne. O Espírito da Filosofia Medieval. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
  • DI LORENZO, Wambert Gomes. Teoria do estado de solidariedade: da dignidade da pessoa humana aos seus princípios corolários. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
  • ARISTÓTELES. A Política.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O problema de reconhecimento humano da Teoria dos Jogos

John Finnis, conceituado nome internacional da filosofia do direito, desenvolveu em seu livro "Lei natural e direitos naturais", a Teoria dos Jogos. Esta teoria se baseia em uma relação entre duas pessoas, ambas com objetivos - não necessariamente em comum - que tentam utilizar-se de benefícios mútuos de suas relações para atingir a estes fins. Aqui não se trata de taxar estes meios como maus, o que Tomás de Aquino afirmava modificar o caráter do bem findado como um mal em si, no qual afirmou ser papel da prevenção, um elemento caracterizador da prudentia, evitar qualquer mal nos meios utilizados pela prática, sob pena deste bem passar a ser um mal como um todo.

Há um sinalagma na relação entre os dois jogadores, porém, não há amizade, não há phylia, não há uma relação subsidiariamente verdadeira ou solidária, vez que na busca de seus bens próprios (que também são bens), não conseguem reconhecer o bem do outro. Logo esta falta de reconhecimento no bem do outro afeta os seus reconhecimentos relativos ao bem de seu ordenamento (comunidade humana) como parte de seu bem. Uma vez que os agentes estão procurando seus bens de forma individualista, quem perde é o bem de todos na comunidade humana e no Estado, que carece de subsidiariedade e participação das pessoas como seus sujeitos.

Nada impede que esta relação entre os citados jogadores floresça e venha a se tornar uma relação de amizade próspera, que venha a trazer bens, não somente aos seus indivíduos, mas à sociedade. O importante aqui não é desconsiderar o bem individual, mas é também não excluir o bem coletivo e o seu reconhecimento como parte deste bem individual. Mais importante que o apego ao individual é não se importar apenas com o bem coletivo, para não tendermos a cair no fundamentalismo do socialismo marxista, na qual a tendência será - independente de desigualdades de formação, classes ou virtudes - deixar todo o coletivo como um igual personalístico, minimizando a idéia de pessoa humana e a reduzindo a uma mera célula em um organismo, o que pode resultar em violações na família, na inviolabilidade da vida desde a concepção e até mesmo atrocidades e violações ao corpo humano em nome da ciência, da paz, dos pobres, entre várias outras razões que são utilizadas para justificar o bem coletivista e redutor de dignidade.

Quando não há justiça, não há subsidiariedade. Logo, quando não há solidariedade (phylia), não há bem comum. Pois quem se preocupa muito com o próprio bem, sem considerar este parte do bem da coletividade, de forma sensibilizada, está se colocando no risco de violar o seu dever de participação dentro da sua comunidade humana, e isso, em outras palavras, pode ser a renúncia até da sua dignidade como pessoa humana, pois não há dignidade sem participação no bem comum, uma vez que a dignidade da pessoa humana se contempla na sua busca ao bem comum, seja o seu bem próprio e o bem coletivo, na natural relação social humana de se organizar, cooperar e evoluir.

Fontes utilizadas:
  • FINNIS, John. Lei natural e direitos naturais . São Leopoldo: Unisinos, 2007.
  • AQUINO, Tomás de. Suma Teológica . II-II.