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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Acorda oposição! Ouçam os 44 milhões de brasileiros!

"Quanto mais mentiras falarem de nós, mais verdades falaremos deles", disse José Serra no lançamento de sua candidatura à Presidência da República. Isso não aconteceu. José Serra e o PSDB, além de terem sido coniventes com os projetos do PT, elogiando o endividado governo, declarando os benefícios do Bolsa Família e perdendo tempo que poderia ter sido utilizado para expor o passado terrorista de Dilma Rousseff - a conhecida Stela do VAR Palmares -, fizeram também a proeza de exporem o presidente Lula no seu programa eleitoral, na tentativa de dar uma idéia de "continuidade" do governo Lula. Ou seja, o PSDB declarou que era uma oposição que não era bem uma oposição. O que era? Eu não sei.

Mesmo não sendo bem uma oposição, José Serra, tendo como adversária uma pessoa que jamais se candidatou a um cargo político, conseguiu arrecadar 44 milhões de votos, muitos originados de uma polêmica que havia se criado em torno de um vídeo da candidata Dilma em que ela afirmava ser socialista e a favor do aborto, o que levou evangélicos e parte dos católicos, principalmente de São Paulo (através da CNBB Regional Sul 1) a aconselhar seus eleitores a não votarem na candidata. Analisando o fato, foram 44 milhões de votos brasileiros conservadores - uma vocábulo quase proibido para os dias de hoje -, em outras palavras, contra o aborto, contra o casamento gay, contra o socialismo, a favor da liberdade religiosa e contra todos os termos stalinistas do PNDH-3. E a "oposição" não viu isso. Importante mesmo era enfatizar a "saúde da mulher" enquanto estavamos na iminência de uma ditadura bolivariana.

Passadas as eleições, eleitos os governadores, Aécio Neves, que já havia se aliado ao PT quando foi governador de Minas Gerais, utilizou de seu protegè, o governador Antonio Anastasia, para apoiar o PT no seu novo projeto de retorno da CPMF. Anastasia foi o único governador da oposição que se juntou ao governo petista, manchando ainda mais a reputação do PSDB como oposição e declarando que os tucanos mineiros estavam prontos a entrar no governo Dilma, mesmo que somente debaixo dos lençóis, sem ninguém saber o que estava a acontecer.

Prova disso foi o ocorrido em novembro, quando o senador paranaense Alvaro Dias havia se declarado tacitamente um marxista e governista, votando contra o PMDB, o DEM e o PP, e junto com o PT, a favor da PEC 26/06, que permitiria que a população pudesse "sugerir" assuntos de relevância para serem votados em plebiscito, no maior estilo socialista bolivariano. O senador se justificou por twitter afirmando que a PEC 26/06 era "uma PEC morta". Mas afinal de contas, se era uma PEC morta, não foi ele o cúmplice em ressuscitar o gólem vermelho?

Mas a gota d'água para a "oposição" tucana foi a nota oficial do então presidente nacional do PSDB, José Aníbal, lamentando o boicote do PT à presença do PSDB no Congresso da Internacional Socialista, acusando os petistas inclusive de possuírem "traços conservadores indisfarçáveis", deixando os tucanos com figuras de bobos marxistas que, além de não serem uma oposição de verdade, não entendiam de onde vinham os seus 44 milhões de votos. Foi o momento que decidi não continuar no PSDB, mesmo que a estadual gaúcha, a qual eu fazia parte, nada tivesse a ver com as trapalhadas nacionais, pelo contrário, o deputado federal Cláudio Diaz, a quem tive orgulho de apoiar na campanha, foi implacável contra o governo petista, contra a entrada da Venezuela no Mercosul e contra o terrorismo feito por Tarso Genro, quando Ministro da Justiça, em que ele transformou a Polícia Federal do RS em sua Gestapo pessoal, eliminando inimigos, inventando mentiras e jogando-as na mídia gaúcha, que, muito agradecida, ajudou a elege-lo.

O formador de líderes John C. Maxwell, em seu livro Leadership Gold, afirma que a maior liderança é aquela que erra, mas no fim, reconhece os seus erros, mas, além disso, também conhece o seu meio, as pessoas a quem representa e lidera. Para mim, nenhuma derrota é maior que a derrota para si mesmo, e nenhum guerreiro é pior do que o guerreiro que se alia com inimigo, ainda mais quando este inimigo é um inimigo da sociedade, do bem comum, da nossa moral e da nossa democracia, como é o PT.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O homototalitarismo da PEC 122

Leitor, vamos refletir prudentemente duas coisas. A primeira: a nossa natureza, como pessoas, é de se unir entre sexos opostos ou sexos iguais? E a segunda: você gostaria que seu filho, aquele a quem você ama gratuitamente - e aqui independe a vontade do amor -, tivesse tendências para o homossexualismo? Pois é. Inicialmente quero dizer que não tenho nada contra as pessoas com tendências a se seduzirem por pessoas de mesmo sexo. Respeito, pois é um problema psicológico que cabe à pessoa, na sua liberdade, dizer se irá deixar levar este vício a um tratamento para ser curada ou admite de vez sua condição, esquece do mundo, da moral e se junta a milhões que lutam por uma nova forma de família e de amor, em face à natureza que nos criou. Afinal cada um tem o direito, na sua individualidade cega ao social, fazer a escolha moral que a consciência é capaz de suportar, mesmo que ela vá contra a sua própria natureza personalistica.

As corporações e grupos formados por homossexuais ganharam, com o passar dos anos, direitos, respeito e até tolerância na sociedade. Cada um de nós conhece um gay, pode ter um amigo gay e apenas somos indiferentes a respeito disso quando se torna inconveniente oferecermos um tratamento ou uma ajuda fraterna para que esta pessoa retome o seu senso moral e psíquico, e é assim que deve ser.

Mas quanto a este respeito, presumo que já seja o bastante não é? Claro que não! Pra que deixar assim se eles, homoativistas, podem agora mudar a cultura e o senso comum a seu favor? Não se mexe em time que está ganhando! Os homoativistas, numa atitude desonesta, utilizam-se da identidade com pessoas homossexuais e com tendências ao homossexualismo para forçá-los moralmente a modificar o senso comum, a família e promover o homototalitarismo, para que a sociedade não somente aceite, mas seja parte desta nova cultura, no argumento em que isso os faria parecer muito mais normais. Faria, mas não é.

Não estamos aqui defendendo as pessoas que atacam fisicamente homossexuais, como ocorreu recentemente, e vou mais além: aquele caso não é de homofobia, é de personofobia, é um desrespeito à pessoa humana. É um crime como qualquer outro e os envolvidos devem ser punidos, como assim prevê nosso Código Penal. Porém, baseados neste caso, alguns da mídia utilizaram as frases ocasionalmente ditas pelo deputado federal Jair Bolsonaro - em que ele sugere a "palmada" e a disciplina em face da criança que pode vir a ter tendências homossexuais como a solução para a tendência imoral - como a razão para estes atos de violência. Não somente é absurdo como é uma visível intenção de manipular a opinião pública para condenar aqueles que já respeitam os homossexuais, com a ressalva de que apenas não aceitam a nova cultura gay. Isso de forma pacífica, civilizada e sem hipocrisia.

Essa modificação cultural é o grande objetivo por trás da PEC 122/06, que orienta, entre outras coisas, o reconhecimento como crime a quem orienta uma pessoa a rejeitar moralmente práticas homossexuais. Ou seja, se você disser para o seu filho que o homem não é feito para transar com o homem e sim com a mulher, você estará automaticamente sendo considerado um homofóbico e também criando um, pois, segundo o relatório que analisou a lei, estará gerando no seu filho um transtorno psicológico que passará a não aceitar os homossexuais como parte da sociedade. Isso porque (pasmem!) a lei classifica homofobia como qualquer tipo de conduta "vexatória" de ordem moral, filosófica ou psicológica, sem necessariamente conceituar o que seria vexatório, mas, constituindo-se destes meios, certamente estamos tratando do ponto correto. É triste, mas parece que o pensamento totalitarista bateu a porta dos interesses dos homoativistas, e que estes estão mesmo dispostos a se transformarem em perseguidores, eles que um dia também já foram perseguidos.

Outra grande modificação pretendida por eles, é na família. Naquele momento que descrevi acima, em que a Rede TV relacionou o deputado federal Jair Bolsonaro aos atos de violência consumados contra homossexuais, este defendeu sua posição contra a adoção de crianças, defendendo que a família é formada, na sua base, só por pai, homem, e por mãe, mulher. Nada de novo. Porém, o que realmente surpreendeu foi a resposta do líder homoativista que estava no debate: "família a gente escolhe, é quem nos faz bem". Não, isso são amigos, não família. Família é quem nos cria, quem nos gera no amor ou nos adota no coração, e nos ensina os valores morais básicos, que não são, certamente, os da promiscuidade.

Falando em promiscuidade, é realmente assustador o art. 8o do projeto, pois ele proíbe o impedimento da afetividade e de sua expressão homossexual pública. Ou seja, você que é empregador e emprega gays, se você proibir estes de se beijarem no seu local de trabalho, corre o risco de ser taxado como homofóbico e pegar uma pena por isso, além de ter de pagar uma indenização trabalhista ao dito casal.

Na PEC ainda não se discute o casamento gay, mas, com todo o senso comum e moral modificado de forma tão forçada e com a deputada Maria do Rosário, defensora destes direitos distorcidos demandados pelos homoativistas, no comando da Secretaria de Direitos Humanos, que gerou o PNDH-3, é quase impossível que, neste ritmo, muito em breve não estaremos vendo as religiões sendo obrigadas a casarem homossexuais, invadindo e atentando contra a liberdade religiosa, ofendendo a livre crença e obrigando um novo culto, segundo às suas diretrizes..

Pessoalmente, não tenho nada contra a possibilidade de que gays tenham direitos tão iguais aos casais heterossexuais, no sentido sucessório e que suas uniões estáveis tenham as mesmas condições de uma comunhão parcial de bens, desde que não destituam, deturpem e desvalorizem uma instituição que é própria à vocação da pessoa humana e à família verdadeira, composta por homem e mulher.

Você que é homossexual não precisa se juntar aos homoativistas e fazer disso uma guerra. Apenas respeite a moral do jeito que ela é para também ser respeitado, como atualmente ocorre, e você estará evitando todo o constrangimento que é gerado por esta discussão.